Aceita? Aceita se casar comigo e ser minha fiel companheira até o fim de nossos dias?
Pois é, a meu ver, uma verdadeira amizade é como um casamento. Unimos laços, compartilhamos tristezas e alegrias; saúde e doença; pobreza e riqueza...
Mas diferente do casamento conjugal, só precisamos de nossos corações sinceros e abertos como testemunhas.
Partilha de bens? LÓGICO!
Mas nada de bens materiais. Quero e EXIJO que compartilhe comigo suas alegrias, seus fardos mais pesados, seus segredos mais secretos, suas loucuras mais insanas, seus surtos repentinos de realismo, seus sábios conselhos, suas valiosas críticas... Quero lugar reservado no seu coração!
Nossos filhos serão nossos momentos de riso fácil, nossas brigas dramáticas seguidas de reconciliações hilárias, nossas loucuras conscientes... Enfim. Tudo que nos une, na alegria e nas loucuras.
Mas já te deixo ciente: NÃO EXISTE SEPARAÇÃO!
Você sempre estará em cárcere privado no meu coração. Pode chamar a polícia. Pode chamar o Papa, até mesmo um exorcista pra se livrar do encosto aqui! SEMPRE serei sua “marida”.
Então, pense bem antes de aceitar esse pedido de “casamento”.
Mas se não aceitar, tudo bem. Fico feliz em continuar tendo minha amiga, minha fiel escudeira, minha irmã de coração, minha amada, minha cruz e minha espada, meu porto seguro, a 2ª voz do meu coração, meu 2° eu e que faz completar meu eu principal.
Quando precisar de ajuda, lembre-se de que no final do seu braço direito encontrará sempre SUA MÃO. Depois repare melhor e verá minha mão dada à sua para sempre te reerguer quando for preciso.
Te amo hoje e sempre! Feliz Aniversário, meu Toddynho de chocolate branco.
(Dedicado a Flávia Scáfura)

